Sibilo eterno











anseio o presente
mas vivo em falta
sem resposta

o Ofídio demiurgo
me cobra
uma dívida ancestral

ser de antes e depois
na encruzilhada
urro por clemência
sem resposta

não há fim
nem finalidade
pensar é existir em absurdo

resta-me apenas escrever
pelos desencontros
o sibilo eterno