Proteja seu animal e sua família: entenda os riscos da Raiva e como prevenir











Na última sexta-feira, a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) emitiu um alerta sanitário para a raiva em herbívoros (bovinos e equinos).

Isso se deve ao surgimento de novos casos da doença em algumas regiões do estado. A raiva é transmitida pela mordida de morcegos hematófagos (sugadores de sangue) e pode ocorrer em bovinos, equinos, cães e gatos.

Considerada uma zoonose viral fatal, a doença ataca o sistema nervoso central, levando o animal a apresentar mudanças drásticas de comportamento, como agressividade e isolamento, além de salivação excessiva, espuma na boca, paralisia e dificuldade para engolir.
É uma das doenças virais mais antigas conhecidas e também uma das mais graves, pois não há tratamento específico, sendo, portanto, fatal.

Por se tratar de uma zoonose, a raiva é uma doença de notificação obrigatória. Ou seja, ao ser detectada, deve ser imediatamente comunicada ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para investigação. O animal deverá ser isolado em quarentena para observação do surgimento de sintomas.

Cães, gatos, bovinos e equinos devem ser vacinados conforme o calendário preventivo, iniciando ainda na fase de filhote e com reforços anuais na fase adulta.

As vacinas são aplicadas em campanhas realizadas pelos municípios ou em clínicas veterinárias particulares, tanto para animais de pequeno quanto de grande porte.
Por também afetar os seres humanos, a raiva pode ser transmitida pela saliva, por meio de feridas causadas por mordidas, arranhões ou contato com mucosas.

A vacinação contra a raiva, assim como o cuidado para evitar que os animais fujam — mantendo-os em locais seguros e fechados —, é um ato de responsabilidade social.

Mantenha seu animal sempre protegido. Não abandone. Mantenha vermífugos e vacinas em dia.

Amor se demonstra com cuidado. E cuidado começa pela vacina.