Oi… deixa eu falar uma coisa… parte II











Sempre temos a oportunidade de mudar. Sempre temos a oportunidade para sermos melhores do que somos. Mas, por qual razão é tão difícil disso entrar em nossa cabeça? Será que eu sou tão bom o suficiente que não preciso ser melhor do que eu mesmo? Será que todas as minhas escolhas sempre foram as mais corretas e alinhadas a ética?

Caros leitores, não nos fazemos estas mesmas perguntas todos os dias, quem dirá se nós fizermos elas. O único detalhe por de trás disso tudo é nossa vontade de viver melhor. Não de qualquer forma, nem mesmo pelo simples fato do status social que pode resultar. Mas, verdadeiramente, para que nossa passagem aqui na Terra tenha sentido. Que nossa estadia tenha raízes tão profundas e intensas que por onde passarmos ainda sintam e vejam nossas marcas. Que possam perceber nossa presença mesmo em nossa falta. Assim, deveria de ser a vida. Sem nenhuma pretensão de vanglória, sem nenhuma segunda intensão, viver como se fosse possível tudo realizar. Que maravilha seria ter o superpoder de voar o mais alto possível para que nosso coração alcançasse o céu e, todo nosso corpo fizesse parte deste mundo com um pedacinho a mais de nós. Mas, infelizmente, não temos esta opção.

Por outro lado, temos algo ainda melhor e mais surpreendente. Se alguém estiver tentando descobrir o que é, dou uma dica: começa com “v” e termina com “ida”. Não há maior poder sobre este mundo que nossa própria chance de viver! Não há oportunidade superior que a de marcar a vida de alguém com nosso próprio testemunho. E, assim é NOSSA vida. Podemos mudar o Mundo, mas somente o nosso. Podemos ser um super-herói. Porém, para nós mesmos apenas. Não é o agora que vai nos tornar lembrados, personagens de histórias fantásticas. Somente depois, somente depois de dedicarmos nossa vida para nós mesmos da melhor forma possível! Sabem como? Sendo nossa melhor versão. Fazendo escolhas para nosso crescimento pessoal.

E, não se enganem, não há necessidade de coisas grandiosas. Basta um olhar amigável sobre si mesmo. Basta um carinho afável a si mesmo. Ou, tão simplesmente, um presente chamado amor. Quem dera poder amar a mim mesmo como sou amado!? Somente depois de tudo isso acontecer, seremos lembrados. Seremos marcados na história. Somente assim seremos heróis de alguém e, quem sabe assim, tão simples assim, teremos nossa passagem enraizada nesta Terra como alguém que soube amar.

Dieison Barcarolo