Oi… deixa eu falar uma coisa… Parte I











Nos bons tempos de infância, nosso melhor tempo de vida, tínhamos a chance de sonhar qualquer sonho. Tínhamos a oportunidade de viver nossas magias como se fossem as maiores realidades possíveis. E, de fato, assim fomos criados.

Não existia medo, não existia vergonha. Na verdade, nossa única vergonha era ser chamado a atenção na frente das visitas. É, nos bons tempos de infância tínhamos nosso melhor tempo de vida.

Atualmente, até por um lado bem verdadeiro, procuramos ter o melhor em tudo. Procuramos ter o melhor emprego, procuramos ter as melhores roupas. Procuramos ter qualquer coisa que seja a melhor . As vezes, não depende nem mesmo do que seja, queremos apenas ter o melhor. No entanto, aí está uma grande diferença dos tempos de infância para o agora.

Naquela época, nossa preocupação era em como ser alguém quando crescer. E, não se enganem, não tínhamos medo de nada. Não tínhamos nem vergonha. Engraçado mesmo era correr dentro de casa só de pijama durante o dia e, adivinhem, trocar de roupas só na hora do almoço. Claro que não convém fazermos isso enquanto temos nossas responsabilidades.

Porém, não tem mais o mesmo clima como antes. As coisas estão muito corridas. O tempo está muito corrido.

Algum tempo atrás havia escrito sobre 25 horas diárias. Quem lembra não me deixa enganar, se ainda tivéssemos esta opção, mesmo assim faltaria tempo para nossas tarefas. Mas, somos nós que assim administramos.

Em verdade, nem tudo está perdido. Temos a chance de reconstruir nossa vida todos os dias. As oportunidades estão sempre a nossa frente. Basta que estejamos preparados para ela. Basta que estejamos dispostos a mudar. Será que é fácil? Será que é molezinha? Claro que não! Mas, aí é que está a graça. O desafio de lutar a cada dia, sabendo que podemos cair.

Lembrem sempre de uma matemática. Se cairmos uma vez, levantamos duas. A quantidade de quedas deve ser menor que a quantidade de vezes que levantarmos. Assim é a vida. Hoje é um tempo, amanhã ou depois será nosso momento de dizer “velhos tempos”.

Dieison Barcarolo