E, se…?











Parte I

E, se Canela não fosse Canela? E, se Rio Grande do Sul não fosse Rio Grande do Sul?  E, se Brasil fosse Brasil? Será que somos nós os mesmos? Será que o ontem não poderia ser o amanhã? Ora pensamos no fim, ora esperamos pelo começo. A cada manhã, tarde ou noite, nós mudamos nossos próprios paradigmas. E, se…?

Se Canela não fosse Canela, não seria paixão. Canela tem sua essência única. Canela é natural. Canela é cidade irmã de Gramado. Mas, em frente a fabulosa Catedral de Pedra, quem dirá que é Canela? Talvez sua arquitetura, geografia, arte ou paisagem seja simples. Porém, é essa a simplicidade que a deixa com um ar de naturalidade.

Se Rio Grande do Sul não fosse Rio Grande do Sul, talvez compraríamos pão francês, comeríamos macaxeira e faríamos suco de caju. Mas, nada é igual ao próprio comportamento do gaúcho. Gildo de Freitas compreende sua grossura: apenas nos habituamos a essência do nosso Rio Grande.

Se Brasil fosse Brasil, seríamos, então, mais unidos e companheiros quanto no ano de 1700. Se Brasil fosse Brasil, seríamos mais felizes. Se Brasil fosse Brasil, talvez, jogaríamos truco com os nordestinos e dançaríamos um baião de dois com Jeca Tatu e Mazzaropi. Se Brasil fosse Brasil seríamos nós mesmos. Aliás, realmente, sei quem sou? E, se…?