A pesquisa que traz esperança











Hoje, o assunto impressiona e, ao mesmo tempo, traz esperança para alguns animais que muitas vezes recebem o diagnóstico de que não há mais muito o que fazer.


São aqueles que, por algum tipo de lesão, acabam perdendo os movimentos dos membros e passam a depender de cadeirinhas de rodas, suporte fisioterapêutico e de um cuidado e dedicação ainda maiores por parte de seus responsáveis.


Uma pesquisa pioneira da UFRJ começa a indicar que talvez seja possível mudar a condição de animais que perderam os movimentos dos membros. No entanto, o estudo ainda precisa responder a várias questões antes que possamos realmente considerá-lo uma solução.


Este primeiro estudo clínico, realizado com seis cães, apresentou resultado significativo em quatro deles. A pesquisa utiliza uma proteína chamada polilaminina para estimular a regeneração de conexões nervosas.


Conforme a pesquisadora, a polilaminina “é uma proteína presente no corpo, em diversos locais e em todos os animais. Ela fica do lado de fora das células, em contato direto, e funciona como uma instrução para que a célula saiba o que fazer”.


E então surgem os questionamentos:
Que tipo de lesão medular poderá se beneficiar?
A proteína será do próprio animal que irá receber o tratamento?
O princípio do tratamento pode ser comparado ao uso de células-tronco?


Como a proteína já existe no organismo e “sinaliza” para as células o que devem fazer, ela poderá ser utilizada para outras doenças?
Ainda ficam algumas questões, mas também permanece a torcida e a esperança de que todas sejam esclarecidas e que possamos contar com mais essa forma de tratamento para proporcionar mais saúde aos animais.
É a ciência evoluindo em prol de terapias cada vez melhores.