“A base da sociedade é a família”











Representante da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias de Canela.

Qual a denominação de sua Igreja?

A igreja ela é denominada A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Mas, todas as pessoas conhecem pelo apelido de Mormam. Porque foi Mormam, na verdade, quem teve as escrituras –que seriam as escritas do Livro de Mormam que todo mundo comento por aí. E, Mormam, foi o responsável por essas escrituras e ele entregou as escrituras para seu filho Moroni e que logo depois foi revelado para Josef Smith que é o restaurador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Nós costumamos dizer que, ou melhor, é a maneira correta de falar: restaurador. Porque não teve quem fundou, quem criou porque é A Igreja de Jesus Cristo. Então, eles só restauraram A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias.

Como vocês celebram o Natal?

Na verdade, o Natal, ela é tão importante para mim e como, acredito, pra ti também. Nós celebramos no Natal, o que é tradicional, o nascimento de Jesus Cristo. E, é um momento de estar com a família, momento de rever alguns projetos, de analisar como foi a sua vida durante o ano. É, basicamente, como a sociedade também faz só que, na verdade, com um propósito voltado –realmente- para esse dia tão especial que é o nascimento de Jesus. Não voltado somente para churrasco, não voltado somente para um dia de festa, um dia de presentes. Claro que nós temos de ter essa união entre família; nós temos que nos encontrar no Natal. Mas, não esquecendo, antes, de fazer o que deve ser feito em relação à obra do Senhor. Agradecer para o Pai celestial ter entregue seu filho Jesus Cristo para que hoje pudéssemos nos arrepender. Agradecer por vivermos hoje num ambiente livre aonde tudo mundo pode usar seu livre-arbítrio da melhor maneira. Claro que não são todos os lugares nem todos os locais. Mas, a maioria já consegue ter essa liberdade de expressão, liberdade religiosa que cada um tem sua escolha. Tanto que a Igreja de Jesus Cristo ela já está chegando nos quatro cantos do Planeta. Agora o último passo que a igreja deu foi para o Catar, um lugar que é totalmente proibido batizar qualquer pessoa que não seja da religião que eles seguem. Então, para ter noção, nossa evolução é cada vez maior. E, como o Senhor mesmo disse: todos saberiam, conheceriam o Evangelho do Senhor nos quatro cantos do Planeta. E, que após isso seria um sinal da vinda d’Ele; quando todas as pessoas conhecessem o Evangelho Verdadeiro. Então, tem esse detalho o Natal. Nós temos de cumprir com nossas obrigações religiosas, familiares, na sociedade. Esse dia do Natal é principalmente para nós nos recordarmos que essa data é tão importante. Jesus Cristo foi o exemplo. Ele é o exemplo. Ele é nossa pedra angular. Ele é a nosso guia. Se nós só seguirmos os passos dele que ele, enquanto caminhou aqui na Terra, se nós seguirmos somente como ele foi, nós vamos ser, quase praticamente, perfeitos. Pois, Jesus Cristo, ele foi um homem íntegro e idôneo.

E, como você teve o primeiro contato com o Natal?

O que eu me lembro de Natal na minha infância é até engraçado. Na minha infância, o que eu me recordo do Natal, claro que como criança é brinquedo, chocolate. Mas, uma coisa que me vem muito forte na minha cabeça é que a primeira coisa que fazia quando amanhecia no dia 25 de dezembro eu só botava a mão debaixo da minha cama para ver a cestinha que a mãe me deixou. Claro, seria o Papai Noel em verdade. Mas, a primeira coisa que todos nós fazíamos –nós somos em cinco irmãos- era botar para cima da cama a cestinha e ficávamos catando os docinhos e, todos gurizinhos, todo mundo se juntava e ficava ali comendo doce. Ficava ali mostrando quem ganhou mais ou quem não ganhou. E, trocando chocolate. Essa é a lembrança mais saldável, mais importante que eu tenho da minha vida em relação ao Natal. Depois vem toda a parte de oração que a mãe fazia com que nós fizéssemos. A mãe sempre nos cobrou a oração antes de dormir. Nos cobrou lembrar de Deus, colocar Deus em nossas orações. Mas, assim, esses detalhes que me vem mais forte a gente ali no quarto faceiros com os docinhos de chocolate –“mais ruins do Mundo”. Mas, era legal.

Teve algum marco, depois da sua infância, que você lembra até hoje? Algo que foi importante? Aquilo que quando fala “Dezembro” lembra diretamente?

Tem sim. Antes de nós entrarmos para a Igreja de Jesus Cristo. Nosso Natal –até também tinha de levar em consideração que todos nós éramos mais jovens e, não tínhamos a ideia de responsabilidade- era um Natal comum. Orávamos no dia anterior. Se recordava de Jesus Cristo. No outro dia fazíamos churrasco. Comer chocolate, reunir a família. Tentávamos reunir a família. Os irmãos sempre todos juntos. Mas, refiro-me `as tias e primos. Isso aí era quase que impossível. Mas, quando acontecia era, tipo assim, um clima não tão bom. Às vezes tinha alguma coisinha, algum “ti-ti-ti”. Era legal mas chegava num certo ponto que não ficava mais legal. Sempre tinha uma briguinha ou, alguma palavra que saiu mais forte. Então, não era tão legal assim. Mas, no fim das contas era isso aí. Mas depois que entramos para a Igreja, e, quando nós tomamos uma atitude de fazer um amigo secreto familiar. Foi isso que nos uniu mais. É isso que me vem. Pensou em dezembro penso no amigo secreto. É tão legal porque une a família, a gente dá rizada. Ali por dia primeiro de dezembro nós já separamos os nomezinhos. Cada um já pega o seu presente. É uma maneira de todo mundo ganhar presente e, uma maneira, de cada um se divertir. O que eu tenho percebido é que vem evoluindo cada vez mais. Antes nós fazíamos à noite. Convidávamos alguns amigos do meu irmão. Mas, foi se tornando algo só entre nós. Como nossa família é uma família grande é bacana. Antes chamávamos alguém de fora e depois chegava no dia e a pessoa não vinha. Em relação a isso foi ficando só entre nós no amigo secreto e, hoje, é só nossa família. Pensou em 25 de dezembro penso na união da família. Um dia de gargalhada, um dia de felicidade. É um dia de dar presente, um dia de churrasco, um dia de festa. Agora nós já vamos em direção ao Parque do Caracol. Alguém já vai bem cedinho para segurar uma mesa bem bacana lá embaixo. Nós nos reunimos lá, fazemos churrasco. Depois, alguma hora da tarde, é quando nós nos sentamos no gramado e começamos a entrega dos presentes. Com muita brincadeira, com muita rizada. Muito divertido mesmo. Cada ano alguém vai lá para fazer todos os detalhes. Mas, este último dia 25 foi eu que fui. Pela manhã nós vamos à Igreja. Logo já tem alguém lá e depois da igreja vamos direto lá. Pensou em dezembro, pensou em Natal, eu penso em todos nós juntos num “churrascão”, todo mundo feliz. Sem bebida alcóolica. Sem discussão. Sem briga. O fato de nós conseguirmos nos reunir com certeza sim é por cada um seguir uma denominação. Quero dizer com isso que se seguirmos algo sério automaticamente as coisas vão acontecendo. Vai se tornando uma coisa bacana. Claro que todo mundo tem de ter interesse.

O que traz para você o centro da cidade todo decorado?

Nesse meio eu percebo que é bacana sim. Que é interessante, sim. Tem de ter essa iniciativa porque isso vai ficar registrado na memória das crianças. Isso fica muito nítido, pois, tem de ter o lúdico. É a parte de diversão, é a parte de tirar fotos, de passear no Centro com todas aquelas luzinhas e enfeites. Para mim não acho errado, pelo contrário, acho certo. É ter uma maneira de até trazer economia para a cidade e trazer o turista para movimentar a economia. Para o pessoal que mora na região que trabalha na parte da hotelaria ter um acréscimo a mais, ter um dinheirinho a mais. Isso é uma cadeia que faz com que todo mundo melhore a economia da cidade. Mas, em relação a isso, o lúdico faz parte. Claro que se formos atrás do símbolo do Papai Noel, um senhor gordo e um saco vermelho, mas, sabe que há tanta coisa importante para nós pensarmos e, para nós cuidarmos. Seja com nossa família, com o que fará amanhã para ajudar alguém. Ou, o que faz de sua vida para fazer algo sobre alguém. Para mim não interessa ir atrás do símbolo do Papai Noel; no símbolo do Coelho da Páscoa. Mas, acho que precisa ter o lúdico. Acho que temos de decorar a cidade. Isso é economia. E, economia, são todos com seus trabalhos conseguindo manter seu lar. Automaticamente, manter os filhos. Para mim isso é um ciclo, precisa existir. Já estive em outras cidades, há alguns anos atrás, trabalhando com Teatro de Bonecos. E, ficava viajando pelo Rio Grande do Sul. Achava muito interessante porque para nós aqui é comum ir ao Centro e ver a decoração. Mas, quando se vai para fora daqui da região é muito impressionante. As luzinhas amarelas eles penduram em postes e colocam alguns desenhinhos. Até esteve uma mulher aqui em Gramado comprando as árvores de PET e levou para sua cidade. Fez uma pracinha e fez com decoração de Natal. Amigo, se percebeu a felicidade daquele pessoal. Para nós é algo comum, mas para eles é algo maravilhoso. Mesmo sendo algo muito mais simples que aqui. O Natal é algo muito importante. Para as crianças, lá, é algo maravilhoso. É uma foto que eles vão guardar e dizer: “pai, aqui é uma foto do Natal do ano tal”… Eu vi isso nos olhos delas. Estivemos, também, em outra cidade do interior do estado. Um teatro sobre o Natal e, mesmo assim, foi um momento de vir toda a cidade e o momento dás crianças virem brincar.

Teve algum ponto negativo alguma experiência com o trabalho dentro do Natal? Alguma experiência que ficou pensativo?

O que eu não gostei foram as bebedeiras. No dia 25 é dia de estar com a família tranquilo. Trazer o filho para uma pracinha para tirar foto, para brincar durante a noite. Mas, tem alguém com uma latinha de cerveja caminhando na rua –claro que tem seu livre-arbítrio, não é proibido- mas vai levar a uma consequência. Vai mudar a pessoa em si, pois é uma bebida alcóolica. Então, têm pessoas que ficam bravas e outras felizes e outras dando risadas, mas, outras que se põem a chorar. Muda o ser. Traz exposto o sentimento. Assim, se vê brigas, discussões, se vê pessoas se estapeando, mas, infelizmente, vê as crianças ao redor de tudo isso. Acho que não é legal bebida alcóolica com o Natal. Eu já bebi muito. Porém, quando você para, definitivamente, de beber acaba percebendo que não acrescentou em nada. Perde tempo, perde dinheiro e, por fim, uma bela dor de cabeça.

O Natal te trouxe alguma mudança?

Teve sim, a família. Cada vez que penso em Natal eu penso na minha família, penso em nosso amigo secreto. E, o que fica como recordação e aprendizado são as lembranças. São as brincadeiras. Se minha família estiver bem estruturada durante o ano todo dia 25 a gente vai estar bem. Agora, se eu trair minha mulher, se eu roubar, se eu matar, se eu for preso, se eu fizer algo de errado vai chegar dia 25 e todo mundo vai estar feliz e reunido? Então, não adianta, a base da sociedade é a família. Se a tua família está bem, ela vai realizar coisas boas –lá- a fora. Se eu estiver bem com minha esposa e com sua filha ela não ficará falando mal de mim. Ou, não vai gritar com as outras pessoas por eu gritar com a filha dela. As crianças são os reflexos daquilo que acontece dentro de casa. Isso é nítido, é claro. A família, para mim, é o espelho da sociedade lá fora –fora do ambiente de casa. No meu Natal muda o fato de eu manter a minha família junta sem discussões, sem brigas e com os parentes mais próximos. Não levar tudo muito a sério. Ninguém é perfeito o ano todo, vão ter brigas. Mas, é algo que precisamos chegar em nossa casa e ponderar. Ver se, realmente, era “necessário tudo aquilo” e manter a família unida.

Qual mensagem de Natal você deixa para este Natal para a sociedade?

A mensagem que eu quero deixar é a seguinte: lembrem de Jesus Cristo, mesmo que você não siga nenhuma religião. Indiferente a tudo isso. Pense em Jesus Cristo como foi Ele quando passou aqui na Terra. Se pensar nos passos de Jesus Cristo deu e como ele agiu e qual foi o legado que deixou e tentar fazer com que todas as tuas decisões tenham Jesus Cristo no meio delas, ponderando tudo isso você conseguirá compreender e realizar as escolhas sem se arrepender. A mensagem que quero deixar é a seguinte, peça e ore para Deus se cada decisão que você irá tomar seria a decisão correta. Porque na Bíblia diz que se apenas tomar decisões com a força de seus braços, com certeza, conseguirá adquirir grandes feitos. Porém, será que você conseguirá ser feliz? Será que devo continuar brigando com aquela pessoa, mesmo que de difícil personalidade? É difícil, mas é colocar Deus em tua vida. Assim, você vai se tornando cada vez mais sensível. Poderá, tão mais próximo de Deus, sentir como que seu suspiro. Amém.