Desconhecida mas presente e grave











Julho dourado mês de conscientização ao combate às zoonoses (doenças que afetam humanos e animais).

As zoonoses mais conhecidas são raiva, esporotricose, toxoplasmose, verminoses, mas existe uma que não é lembrada com frequência.

Mês de agosto na Medicina Veterinária é conhecido como Agosto verde claro. Mês de conscientização ao controle da leishmaniose, zoonose grave e que nem sempre é lembrada entre as demais.

A leishmaniose é uma doença causada por parasitas do gênero Leishmania e transmitida pela picada do mosquito-palha (flebotomíneo).

Ela pode afetar humanos e animais, especialmente os cães, que são os principais reservatórios da leishmaniose visceral em áreas urbanas.

Nos cães, os principais sinais incluem:

●Perda de peso;
●Feridas na pele que demoram para cicatrizar;
●Queda de pelos, principalmente ao redor dos olhos e orelhas;
●Crescimento exagerado das unhas;
●Apatia;
●Ínguas aumentadas.

É importante destacar que a doença não é transmitida diretamente do cão para a pessoa.

A transmissão ocorre quando o mosquito-palha pica um animal infectado e, depois, pica outra pessoa ou animal.

As principais formas de prevenção são:

●Usar coleiras repelentes específicas para cães;
●Manter quintais limpos, sem acúmulo de folhas e matéria orgânica;
●Utilizar telas e repelentes em áreas de risco;
●Manter o calendário de vacinação e as orientações do médico-veterinário, quando a vacina estiver indicada;
●Realizar exames em cães que vivem ou viajam para regiões onde a doença ocorre.

A leishmaniose é uma zoonose de importância para a saúde pública.

Por tempos não era possível o tratamento da doença nos animais, em casos confirmados positivos em exames específicos, havia a indicação de eutanásia.

Depois de vários testes e estudos se conseguiu chegar até o tratamento específico para controle da doença. Animais com Leishmaniose precisam de constante acompanhamento veterinário.

Animais positivos serão sempre positivos mesmo sendo tratados com a medicação indicada para o tratamento.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento veterinário são fundamentais para proteger os animais e reduzir o risco de transmissão.