Não é sobre a Rua Santos Dumont











Nesta semana, a alteração no trânsito da Rua Santos Dumont gerou debates nas redes sociais, no mercado, na rua, e isso é natural.

Toda mudança na rotina das pessoas costuma gerar dúvidas, preocupações e opiniões diferentes.

Mas acredito que existe uma reflexão importante por trás desse assunto.

A alteração implantada pela Prefeitura é uma demanda que já havia chegado até mim através de moradores da região e que recebeu meu apoio e aproveito para parabenizar a Secretaria de Trânsito por essa ação.

Como toda medida relacionada à mobilidade urbana, ela precisa ser acompanhada e avaliada ao longo do tempo, mas foi construída a partir de uma necessidade real de segurança, apresentada pela própria comunidade.

E talvez essa seja a principal lição.

Uma cidade melhora quando existe diálogo. Quando as pessoas apresentam suas demandas, o poder público escuta, os técnicos avaliam e depois se executa.

E uma coisa é certa, nunca será possível agradar a todos. Mas pior do que tomar uma decisão difícil é não enfrentar os problemas que precisam ser resolvidos.

E essa reflexão vai muito além de uma mudança de trânsito.

Dois anos após os eventos climáticos de 2024, Gramado segue vivendo um dos maiores desafios de sua história.

Estamos falando de obras que somam milhões de reais em investimentos. De projetos complexos que envolvem engenharia, geologia, drenagem, contenções e segurança. De um trabalho que não vai ser concluído em meses, mas que ainda exigirá anos de dedicação e acompanhamento.

E justamente por isso, acredito que a reconstrução precisa entrar em uma nova fase.

A fase do diálogo permanente.

A população precisa acompanhar o que está acontecendo, precisa entender os desafios técnicos, conhecer os avanços. Precisa participar das discussões.

E o poder público precisa estar presente para ouvir, esclarecer e construir soluções junto com as comunidades.

Ao longo dos últimos meses tenho acompanhado de perto muitas dessas conversas e uma coisa ficou clara para mim: além das obras, existe uma necessidade enorme de informação, proximidade e confiança.

As pessoas querem e precisam saber.

Querem e precisam entender.

Querem e precisam participar.

E têm todo o direito.

Por essa razão, estou assumindo um compromisso ainda maior com essa pauta.

Como líder de governo e com o apoio do Prefeito, ajudarei a fortalecer esse diálogo entre comunidades e administração pública.

Quero contribuir para aproximar as informações de quem mais precisa delas. Acompanhar a evolução desse processo e ajudar a construir pontes entre as demandas da população e as soluções que estão sendo desenvolvidas.

A reconstrução de Gramado é uma missão coletiva.

Ela exige recursos, planejamento e trabalho técnico. Mas exige também algo igualmente importante: confiança.

Porque obras recuperam estruturas e o diálogo ajuda a recuperar a tranquilidade das pessoas.

E esse talvez seja um dos maiores desafios que temos pela frente.