“Vão derrubar todas as árvores da cidade”











Essa é, talvez, a frase que eu mais escuto quando o assunto é crescimento em Gramado, Canela e em praticamente qualquer cidade que vive o eterno debate entre progresso e meio ambiente.

E eu entendo, a preocupação é legítima.

Nós vivemos em uma região onde a natureza não é apenas cenário, ela é identidade. Foi justamente o respeito às nossas riquezas naturais, somado ao amor de quem vive aqui, que nos trouxe até esse patamar de referência, esse “Brasil que deu certo” que tanto se fala.

Mas tem algo que me chama ainda mais atenção.

A falta de aprofundamento.

Hoje, a primeira reação diante de qualquer projeto é julgar.
Criticar.
E, muitas vezes, sem perceber, ajudar a espalhar desinformação.

Poucos leem, poucos buscam entender.

E isso é perigoso.

Porque uma coisa é preocupação, outra bem diferente é desinformação.

E talvez a pergunta que a gente precise fazer seja outra:

E se a gente não fizer nada?

O que acontece com uma cidade que cresce, mas não planeja?

Crescimento desordenado.
Pressão sobre o meio ambiente.
Perda de qualidade de vida.

Ou seja, exatamente aquilo que todos nós queremos evitar.

O verdadeiro risco não está no desenvolvimento.

Está na falta de planejamento.

E é justamente aí que entra o que está sendo proposto.

O projeto da Nova Centralidade não é sobre destruir.
É sobre organizar.

É uma proposta de expansão urbana planejada, que busca, justamente, quebrar um discurso antigo e simplista de que progresso e meio ambiente não podem caminhar juntos.

Podem. E devem.

E é importante deixar algo muito claro:

Olhar para o futuro não significa fechar os olhos para os desafios do presente.

Eles existem e continuam sendo enfrentados todos os dias.

Seguimos lutando por melhorias na mobilidade, na infraestrutura, na qualidade dos serviços e em tudo aquilo que impacta diretamente a vida das pessoas.

Planejar o futuro não é fugir do presente.
É ter responsabilidade com ele.

Ontem, tive a oportunidade de conduzir a audiência pública realizada na Câmara de Vereadores. E o que vimos ali foi algo que precisa ser reconhecido.

Estudo, debate, responsabilidade.

Pessoas comprometidas em construir um caminho onde a cidade possa crescer sem abrir mão daquilo que a torna única.

Aqui é justo destacar o trabalho de Cristiane Bandeira e Rafael Bazzan, juntamente com a Dra. Vaneska e o Professor Benamy, que estão ajudando a escrever uma nova página na história do nosso município.

O futuro sempre assusta.

Principalmente quando não é compreendido.

Mas a pergunta não é se Gramado vai crescer.

Isso é inevitável.

A pergunta é: como vamos crescer?

De forma desordenada, ou com planejamento, responsabilidade e visão?

Porque preservar o que temos não é parar no tempo.

É ter coragem de planejar o futuro.

E me conta…

você está pronto para falar de futuro? Eu estou aqui para te ajudar.