Eu sei exatamente o que Gramado precisa











Eu sei exatamente o que Gramado precisa.
Ou, pelo menos, é isso que mais escuto ao longo da minha vida pública, ou até em conversas informais.

“Se eu fosse vereador, já tinha resolvido a saúde.”
“Se eu fosse secretário, o transporte público funcionava.”
“É muito fácil resolver os problemas, basta querer.”

Essas frases não nascem da má intenção. Pelo contrário. Elas nascem do amor pela cidade, da vontade legítima de ver as coisas funcionando melhor. E isso é bonito. O risco está quando esse desejo vira a ideia de que os desafios públicos têm soluções mágicas, rápidas e superficiais, distantes da realidade complexa do poder público.

Governar uma cidade não é apertar um botão.
Não é trocar uma peça.
Na maioria das vezes, não é escolher entre o certo e o errado — é escolher entre o possível, o necessário e o responsável.

E 2025 foi um ano que mostrou isso com clareza.

Somente neste ano, finalizamos o pagamento da compra do hospital. Uma licitação do transporte público — desafio há quase 50 anos — finalmente saiu do papel. Recursos federais fundamentais para obras de reconstrução e proteção das encostas chegaram, permitindo que a cidade avançasse depois da maior catástrofe climática da sua história.

A duplicação da adutora da Corsan está praticamente concluída. As obras de saneamento no bairro Floresta já alcançam cerca de 80% de execução. São obras que não aparecem em uma foto bonita, mas que mudam a vida das pessoas todos os dias.

Nosso Natal Luz completou 40 anos e entrou para o Guinness World Records como o maior Natal do mundo, renovamos nossa marca “Gramado”, com direito a um show inédito de drones — resultado direto da Lei de Inovação que escrevi como Secretário em 2024, que abriu espaço para novas experiências e tecnologias na cidade.

Posso citar tantos outros avanços, mas fato é, que nada disso aconteceu por acaso. Aconteceu porque Gramado aprendeu, ao longo da sua história, a admitir problemas, encarar dificuldades e planejar soluções possíveis. Eu nasci aqui e cresci vendo gestores comprometidos com a cidade, pessoas que erram, acertam, corrigem rotas e seguem. Talvez seja por isso que Gramado é referência nacional: não por ser perfeita, mas por ser responsável.

A população é, sem dúvida, a maior beneficiada — e nunca pode deixar de opinar. Reclamar, sugerir, cobrar e participar faz parte da cidadania. Mas talvez o momento nos convide a ir além das soluções mágicas e entrar no envolvimento real.

Para 2026, a continuidade de tudo isso se soma a desafios estratégicos de futuro: a nova centralidade, o projeto de descentralização da Prefeitura, o fortalecimento do planejamento urbano, mobilidade e, acima de tudo, a missão permanente de se aproximar cada vez mais das pessoas, entender seus anseios e fazer com que participem de forma ativa da construção da cidade.

Ao longo deste ano, assumi o desafio de escrever semanalmente neste portal. Agradeço ao Lucas pelo convite e deixo aqui um convite ainda maior a você, leitor: participe. Opine. Concorde. Discorde. Traga ideias.

Este espaço também será uma forma de você conhecer um pouco mais do Ike como pessoa, como pai, das minhas opiniões e dos valores que me cercam. Política se faz com ideias, mas também se constrói com humanidade, escuta e verdade.

Que este seja um espaço de troca, de boas lembranças, de cultura e, principalmente, de futuro.

Se o nosso lema é “somos feitos de histórias”, que comecemos a escrevê-la juntos.