Temos tudo e ao mesmo tempo nada











Essa semana, ao protocolar uma proposição na Câmara de Vereadores sobre o possível uso do estacionamento do Centro de Feiras durante o período do Sonho de Natal como uma forma de contribuir para mobilidade e aumentar o tempo de permanência do turista na área central, fui questionado por mais de uma pessoa sobre o porquê do espaço estar fechado.

Respondi que se tratava de mais um caso de abandono de um bem público em Canela. Algumas horas depois tive uma breve conversa com um amigo comunicador e formador de opinião da cidade sobre este ser mais um entre tantos fechados na cidade.

Neste momento percebi que minha naturalidade em tratar sobre esse assunto era algo muito errado. Ocorre que o canelense, no qual eu me incluo, parece ter se acostumado com o fato de tudo que é patrimônio público estar ou fechado ou caindo aos pedaços.

Canela parece ter uma linha de ação para destruir seus ativos mais nobres e, de certa forma assim o fez, principalmente nos últimos anos, quando por opção fechou e abandonou a Casa de Pedra, o Teatrão, o Centro de Feiras, o espaço na Celulose, o Parque do Caracol (por isso perdemos a concessão) entre muitíssimos outros.

Isso me faz pensar na comum frase de sabedoria popular que diz que só se dá valor ao que se perde. Hoje sentimos a falta desses espaços estarem aptos ao funcionamento. Nossos eventos têm menos possibilidades, nosso esporte menos possibilidade, a cultura (diferencial reconhecido internacionalmente, que moldou o que a cidade é), com muito menos possibilidades.

Hoje a recuperação é na casa dos milhões. Sua manutenção, se feita em momento certo, custaria uma infinita menor fração do que isso. Imagine deixar uma casa fechada por seis, sete, oito ou mais anos, qual seria o resultado ao adentrar pela porta após esse período? Posso afirmar porque tive a infeliz oportunidade de visitar alguns desses espaços pós abandono, e garanto, dá vontade de chorar.

Chegamos então ao ano de 2025 com um grande teatro, um belo auditório, um enorme centro de eventos, uma bela área esportiva e não podemos usar nenhum se quer. Porque? Porque estão destruídos. E o pior, propositalmente ou por incompetência destruídos

Por isso usar o estacionamento do Centro de Feiras já parece ser algo grandioso tendo em vista que ele e o prédio estão fechados há anos. Dar uma finalidade, mesmo que distante da originalmente proposta, parece ser melhor do que deixar como está.

Até lá espero que o canelense perceba que é no mínimo criminoso deixar de lado patrimônios materiais com tanto potencial para o município, seja pelo que eles podem gerar, seja pelo montante obsceno de dinheiro público que deverá ser empregado ali para recuperá-los.

Essa semana, ao protocolar uma proposição na Câmara de Vereadores sobre o possível uso do estacionamento do Centro de Feiras durante o período do Sonho de Natal como uma forma de contribuir para mobilidade e aumentar o tempo de permanência do turista na área central, fui questionado por mais de uma pessoa sobre o porquê do espaço estar fechado.

Respondi que se tratava de mais um caso de abandono de um bem público em Canela. Algumas horas depois tive uma breve conversa com um amigo comunicador e formador de opinião da cidade sobre este ser mais um entre tantos fechados na cidade.

Neste momento percebi que minha naturalidade em tratar sobre esse assunto era algo muito errado. Ocorre que o canelense, no qual eu me incluo, parece ter se acostumado com o fato de tudo que é patrimônio público estar ou fechado ou caindo aos pedaços.

Canela parece ter uma linha de ação para destruir seus ativos mais nobres e, de certa forma assim o fez, principalmente nos últimos anos, quando por opção fechou e abandonou a Casa de Pedra, o Teatrão, o Centro de Feiras, o espaço na Celulose, o Parque do Caracol (por isso perdemos a concessão) entre muitíssimos outros.

Isso me faz pensar na comum frase de sabedoria popular que diz que só se dá valor ao que se perde. Hoje sentimos a falta desses espaços estarem aptos ao funcionamento. Nossos eventos têm menos possibilidades, nosso esporte menos possibilidade, a cultura (diferencial reconhecido internacionalmente, que moldou o que a cidade é), com muito menos possibilidades.

Hoje a recuperação é na casa dos milhões. Sua manutenção, se feita em momento certo, custaria uma infinita menor fração do que isso. Imagine deixar uma casa fechada por seis, sete, oito ou mais anos, qual seria o resultado ao adentrar pela porta após esse período? Posso afirmar porque tive a infeliz oportunidade de visitar alguns desses espaços pós abandono, e garanto, dá vontade de chorar.

Chegamos então ao ano de 2025 com um grande teatro, um belo auditório, um enorme centro de eventos, uma bela área esportiva e não podemos usar nenhum se quer. Porque? Porque estão destruídos. E o pior, propositalmente ou por incompetência destruídos

Por isso usar o estacionamento do Centro de Feiras já parece ser algo grandioso tendo em vista que ele e o prédio estão fechados há anos. Dar uma finalidade, mesmo que distante da originalmente proposta, parece ser melhor do que deixar como está.

Até lá espero que o canelense perceba que é no mínimo criminoso deixar de lado patrimônios materiais com tanto potencial para o município, seja pelo que eles podem gerar, seja pelo montante obsceno de dinheiro público que deverá ser empregado ali para recuperá-los.