Reabertura do aeroporto e eventos natalinos criam expectativa no comércio da Região das Hortênsias









Vale ressaltar o momento atípico que viveu o Rio Grande do Sul desde maio de 2024, quando o estado foi
atingido por fortes chuvas e enchentes, que trouxeram prejuízos humanos e materiais. O turismo, como um
dos nichos econômicos mais importantes da serra gaúcha, também foi drasticamente prejudicado, em razão
dos bloqueios temporários em rodovias e, principalmente, o fechamento do aeroporto Internacional Salgado
Filho, na capital gaúcha.

Toda esta situação refletiu na movimentação da Região das Hortênsias, consequentemente, freando a
economia. Entre as perguntas da pesquisa, justamente o raio X da queda de faturamento em razão da
catástrofe climática. No período das cheias, em que o aeroporto esteve fechado, houve queda de
faturamento nas vendas, em relação ao mesmo período do ano anterior, para 85,7% das empresas varejistas.
Registros: 38,5% teve queda de 41% a 60% no faturamento; 30,8% teve queda de 20% a 40% no faturamento;
23,1% teve queda de mais de 60% no faturamento; e 7,7% teve queda de 10% no faturamento.

O aeroporto reaberto desde o dia 21 de outubro de 2024 e os eventos natalinos iniciando na região devem dar
um “respiro” para o comércio local. Quanto à projeção de vendas para o período: 50% deverá manter o
mesmo volume de vendas que no mesmo período no ano anterior; 42,9% projeta vender de 10% a 20% a mais
que no ano anterior; e 7,1% deverá vender de 21% a 30% a mais que no ano anterior.

“O fim do ano sempre gera muita expectativa no comércio de nossa região, pois é embalado pelos eventos
natalinos, aliado às férias. Toda a estrutura turística se prepara para este período, que é um dos mais
importantes para a serra gaúcha, assim como a alta temporada no inverno, que neste ano foi drasticamente
prejudicada devido à tragédia climática. Embora tenhamos passado por esta situação complexa, projetamos
uma boa movimentação, o que está criando uma prospecção positiva no aumento do faturamento de vendas
em 50% de nossos lojistas”, destaca o presidente do Sindilojas, Guido José Thiele.

O momento é propício para contratações temporárias para poder atender toda a demanda vindoura, embora
o lojista esteja com o pé no freio: 71,4% não irão contratar novos colaboradores para o período natalino; mas
21,4% irão contratar de 1 a 3 funcionários; e outros 7,1% pensam em contratar de 4 a 6 funcionários. Destes
que irão contratar, 50% estima que as vagas possam se tornar fixas pós período natalino.

Ainda entre as perguntas da pesquisa está o ticket médio estimado do cliente: 50% de R$ 301 a R$ 600; 28,6%
de R$ 1001 a R$ 2000; 14,3% de R$ 100 a R$ 300; e 7,1% de R$ 2001 a R$ 5000. A fim de ampliar o faturamento, 78,6% das empresas estão planejando ações de promoção para o período. E
84,6% estão investindo em qualificação de equipe para bem receber o visitante.