Cinco são indiciados pela morte de funcionário em caldeira que explodiu











Cinco funcionários de uma indústria de papéis com sede em Canela foram indiciados nesta semana pelo delegado, Vladimir Medeiros, por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) pela morte de outro colaborador da empresa. Eles ocupam cargos de alto e baixo escalão dentro da indústria.

O caso ocorreu no dia 2 de março deste ano quando Almiro Maciel, 43 anos, entrou dentro da caldeira para acender o fogo e na sequência houve a explosão. A vítima conseguiu sair correndo e tirar as roupas que estavam em chamas. O colega de Maciel, Noacir José dos Santos, 42 anos, aguardava na porta da caldeira e também sofreu ferimentos.

Maciel ficou com 90% do corpo queimado, com ferimento de primeiro e segundo graus sendo internado no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, mas foi a óbito dez dias depois.  Na época dos fatos, os Bombeiros informaram que a causa da explosão foi a utilização de gasolina ao invés de óleo diesel para iniciar o fogo dentro da caldeira. O uso do combustível errado provocou uma combustão imediata resultando na explosão.

Sucessão de erros

Conforme delegado Medeiros, dezenas de pessoas foram ouvidas durante as investigações e documentos necessários para a elucidação dos fatos foram anexados ao inquérito policial. “As investigações apuraram que na ação desses funcionários houve diversos erros técnicos que em sequência foram resultantes na morte de um funcionário e causaram lesões em outro em razão da explosão,” comenta Medeiros.

“O que se apurou foi o uso de combustível gasolina ao invés do uso de combustível óleo diesel. Para que esse combustível errado pudesse ter sido utilizado e causado a explosão, anteriormente apurou-se que houve uma sucessão de erros técnicos no procedimento para acendimento da caldeira,” afirma o delegado. Os autos com os indiciamentos foram remetidos ao Poder Judiciário nesta semana. O nome dos acusados não foram divulgados.