A saúde do nosso intestino está diretamente ligada a saúde da nossa pele.










Você sabia disso?

Responda rápido: o que o estado do seu intestino tem a ver com a condição da sua pele?

Se você desconhece qualquer relação entre eles, atenção: você precisa ler esta coluna –
e talvez se surpreenda com o fato de essa relação ser estudada há muito tempo.

Pode até parecer estranho, mas quando a flora intestinal está em desequilíbrio (disbiose) – cenário que pode ocorrer, por exemplo, após o uso contínuo de antibióticos ou de uma alimentação não saudável –, o intestino acaba sendo povoado por bactérias ruins, que não ajudam em nada o sistema imunológico. A consequência? Um organismo vulnerável a doenças, inclusive as de pele, como dermatite atópica (ou eczema), acne (cravos e espinhas) e rosácea (vermelhidão). Há perigo ainda de queda de cabelo e enfraquecimento das unhas.

A disbiose aumenta a permeabilidade do epitélio levando à inflamação generalizada
com ativação de células de defesa, produção de citocinas pró-inflamatórias e perda da
tolerância imunológica, ou seja, torna o organismo muito mais reativo. Essas citocinas
pró-inflamatórias perpetuam o aumento da permeabilidade originando um círculo
vicioso de inflamação sistêmica crônica que afeta o equilíbrio e a microbiota da pele.

Então, como melhorar a condição da sua pele adotando medidas que envolvam o
cuidado com o intestino?

  • Pratique atividades físicas regularmente;
  • Tome muita água;
  • Dê prioridade a alimentos ricos em fibras e vitaminas;
  • Diminui o consumo de açucares;
  • Fuja dos alimentos industrializados (refri, biscoitos com recheio, salgadinhos);
  • E anote aí a palavrinha mágica: probióticos. Probióticos são microrganismos vivos (e do bem!) que, quando ingeridos em quantidades adequadas, equilibram a flora intestinal e consequentemente contribuem para a saúde da pele (e de todo o corpo). Existem duas formas principais de ingeri-los: a primeira é pelo aumento do consumo de alimentos com probióticos naturais, como o iogurte, o kefir, o leite fermentado e a kombucha; a outra é com o uso de suplementos com probióticos em forma de cápsulas, líquidos ou sachês, que devem ser diluídos em água ou suco. Quando devidamente consumidos, eles favorecem o desenvolvimento mais rápido da flora intestinal saudável. É importante ressaltar, porém, que o uso das bactérias do bem deve sempre ser supervisionado pelo seu profissional da saúde. Ele prescreverá o tipo e as quantidades adequadas para cada caso. O dito não falha: você é o que você come!