O Vento e a Rosa











O vento é um espectro avançado

De grandes formas e intensidades.

O vento é um grande nome.

Já foi música já foi gente e já sentiu fome.

O vento já teve nome.

Dois ou três ele já teve.

Hoje ele não tem nenhum.

Tantos teve não restou algum.

O vento é muitas das vezes

É aclamado. É xingado e chicoteado

É esbofeteado como os corpos que num mesmo espaço

De tempo se vão.

Corpos estes que silhuetam

As mais belas curvas de uma rosa.

Uma rosa que foge ao nome.

Um nome que salienta fome.

Aqui o vento tem força.

Lá o vento tem vento.

Aqui o vento tem mãos

Mãos que a acenam.

Mãos que a tocam.

Mãos que a cobrem.

A rosa e vento.

Dois a dois se vão.

Vão-se de soslaio.

Como as brisas suaves do vento.

Como as pétalas úmidas da rosa.

Vem e vão, aqui se são.

O vento e a rosa nome e cor são.

Corpo e peso têm.

Força e beleza veem.

Vento e rosa se vão.